MÃEDINAH Daqui a duas rodadas, o Brasileirão estará assim:
1) fURACÃO, 82
2) PORCO E SANTOS 80
3) são Paulo - 78
4) Jason 77
posted by LUIS AUGUSTO SIMON 8:11 PM
IUGOSLÁVIA Tenho saudades da Iugoslávia. Do general Josip Broz Tito, que conseguiu manter durante tanto tempo a unidade das repúblicas dos Balcãs. Eram tempos em que não havia uma única verdade no Mundo. Um bloco se opunha ao Tio Sam e a Iugoslávia era parte importante dele.
Não havia Croácia, Bósnia, Eslovênia e Sérvia. Petrovic, Delibazic e Divac eram de um time só. E havia mais vagas para o basquete nas Olimpíadas. E tenho saudades de Dzajc, grande ponta-esquerda.
A Iugoslávia é só uma saudade. É preciso me adaptar à nova (nem tanto) geo-política mundial. O mesmo tem acontecido com o futebol. É preciso estar atento e aberto às mudanças. Pelo menos isso, já que me assumo como um dinossauro político a vagar por aí.
O jornalista que ganha a vida escrevendo sobre futebol precisa entender que não há mais o eixo Rio-São Paulo. Ele, que começou a deixar de ser a única referência de bom futebol no Brasil, com a ascensão do Cruzeiro em 1966 e depois com Atlético em 71 e Internacional em 76, hoje é tão velho como a Iugoslávia.
Os cinco grandes do Rio viraram quatro e dois deles podem ir para a segunda divisão, de onde um deles voltou no ano passado. Em São Paulo, já não há mais Portuguesa. O Guarani não se firmou. A Ponte não cai de teimosa. A novidade é o São Caetano, time chato, mantido por dinheiro público.
Há uma nova ordem no futebol brasileiro. O Furacão pode se tornar campeão brasileiro pela segunda vez em quatro anos. Mesmo se não o conseguir, já é um time grande. Tem campo, tem torcida, tem camisa, tem resultados. Tem até treta com o Ivens Mendes a manchar seu currículo. Quer maior prova de que já é um grande?
Bom seria se o futebol se expandisse de forma competitiva por todo o Brasil. o Ba-Vi na primeira divisão. Um time forte no interior do Paraná, como o Juventude já o é. Que o Grêmio volte logo. Bem, tudo é ilusão. Nada mais natural que os times competitivos estejam em estados ricos. Um país com tantas diferenças não poderia ter um futebol homogêneo.
De qualquer forma, o importante é abrir os olhos. E ver que há muita Iugoslávia pronta a explodir no futebol brasileiro.
posted by LUIS AUGUSTO SIMON 8:09 PM