quantamerda

Quinta-feira, Janeiro 06, 2005

O MAIOR HOMEM DA SEGUNDA METADE DO SÉCULO 20

06/01/2005 - 13h44
Mandela quebra tabu e anuncia que Aids matou seu filho


Por John Chiahemen

JOHANESBURGO (Reuters) - O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, um dos mais importantes ativistas do continente na luta contra a Aids, anunciou na quinta-feira que perdeu seu único filho homem ainda vivo, Makgatho Mandela, 54, para a doença.

Makgatho morreu numa clínica de Johanesburgo, onde estava internado havia mais de um mês. A mulher dele, Zondi, morreu em 2003, de pneumonia.

"Anuncio que meu filho morreu de Aids", disse o Prêmio Nobel da Paz Mandela, 86, fazendo um apelo para que seja redobrado o combate à doença.

"Vamos dar publicidade à Aids e não escondê-la, porque o único modo de fazê-la parecer uma doença normal como tuberculose, como câncer, é sempre sair a público e dizer que alguém morreu por causa da Aids. E as pessoas vão parar de considerá-la uma coisa extraordinária", disse um fragilizado Mandela numa entrevista coletiva. Ele estava cercado de netos e de outros parentes.

O anúncio público de Mandela desafia o tabu africano que impede muita gente no continente de discutir a epidemia, que hoje atinge mais de 25 milhões de africanos.

Na África do Sul, com cerca de 5 milhões de infectados, a Aids mata mais de 600 pessoas todos os dias, afirmam ativistas.

Apesar do crescente número de vítimas, poucas figuras públicas da África do Sul ou de outros países africanos se apresentaram para falar abertamente sobre o fato de a doença as ter afetado ou a suas famílias.

As mortes decorrentes da doença costumam ser atribuídas a uma "longa enfermidade", à pneumonia ou a outras causas secundárias.

O líder veterano da oposição, Mangosuthu Buthelezi, ajudou a romper o silêncio no ano passado ao anunciar que dois de seus filhos morreram em decorrência da Aids.

ACIDENTE

Mandela perdeu seu filho mais velho, Madiba Thembekile, num acidente automobilístico em 1969, quando ainda estava preso por combater o apartheid. O governo negou autorização para que ele comparecesse ao enterro.

Nos últimos anos, Mandela, que parece cada vez mais fragilizado, sofreu uma série de tragédias pessoais. Ele enterrou a mãe de Makgatho, sua ex-mulher Evelyn Mase, em 2004, e foi ao funeral da mulher de Makgatho, Zondi. Em 2003, ele perdeu seu companheiro no Congresso Nacional Africano Walter Sisulu, um dos poucos líderes que restavam da geração que ajudou a encerrar o apartheid e criar uma democracia multi-racial na África do Sul em 1994.

Mandela cancelou vários compromissos no último mês para ficar perto do filho doente. Ele ainda tem várias filhas. O ex-presidente se aposentou oficialmente da vida pública no ano passado, mas mantém a agenda cheia na promoção de várias causas. O combate à Aids é a principal delas.

Makgatho Mandela era advogado do setor de seguros e levava uma vida discreta. Foi casado duas vezes e teve três filhos. Os três estavam ao lado de Mandela quando ele anunciou a causa da morte de Makgatho
06/01/2005 - 13h44
Mandela quebra tabu e anuncia que Aids matou seu filho


Por John Chiahemen

JOHANESBURGO (Reuters) - O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, um dos mais importantes ativistas do continente na luta contra a Aids, anunciou na quinta-feira que perdeu seu único filho homem ainda vivo, Makgatho Mandela, 54, para a doença.

Makgatho morreu numa clínica de Johanesburgo, onde estava internado havia mais de um mês. A mulher dele, Zondi, morreu em 2003, de pneumonia.

"Anuncio que meu filho morreu de Aids", disse o Prêmio Nobel da Paz Mandela, 86, fazendo um apelo para que seja redobrado o combate à doença.

"Vamos dar publicidade à Aids e não escondê-la, porque o único modo de fazê-la parecer uma doença normal como tuberculose, como câncer, é sempre sair a público e dizer que alguém morreu por causa da Aids. E as pessoas vão parar de considerá-la uma coisa extraordinária", disse um fragilizado Mandela numa entrevista coletiva. Ele estava cercado de netos e de outros parentes.

O anúncio público de Mandela desafia o tabu africano que impede muita gente no continente de discutir a epidemia, que hoje atinge mais de 25 milhões de africanos.

Na África do Sul, com cerca de 5 milhões de infectados, a Aids mata mais de 600 pessoas todos os dias, afirmam ativistas.

Apesar do crescente número de vítimas, poucas figuras públicas da África do Sul ou de outros países africanos se apresentaram para falar abertamente sobre o fato de a doença as ter afetado ou a suas famílias.

As mortes decorrentes da doença costumam ser atribuídas a uma "longa enfermidade", à pneumonia ou a outras causas secundárias.

O líder veterano da oposição, Mangosuthu Buthelezi, ajudou a romper o silêncio no ano passado ao anunciar que dois de seus filhos morreram em decorrência da Aids.

ACIDENTE

Mandela perdeu seu filho mais velho, Madiba Thembekile, num acidente automobilístico em 1969, quando ainda estava preso por combater o apartheid. O governo negou autorização para que ele comparecesse ao enterro.

Nos últimos anos, Mandela, que parece cada vez mais fragilizado, sofreu uma série de tragédias pessoais. Ele enterrou a mãe de Makgatho, sua ex-mulher Evelyn Mase, em 2004, e foi ao funeral da mulher de Makgatho, Zondi. Em 2003, ele perdeu seu companheiro no Congresso Nacional Africano Walter Sisulu, um dos poucos líderes que restavam da geração que ajudou a encerrar o apartheid e criar uma democracia multi-racial na África do Sul em 1994.

Mandela cancelou vários compromissos no último mês para ficar perto do filho doente. Ele ainda tem várias filhas. O ex-presidente se aposentou oficialmente da vida pública no ano passado, mas mantém a agenda cheia na promoção de várias causas. O combate à Aids é a principal delas.

Makgatho Mandela era advogado do setor de seguros e levava uma vida discreta. Foi casado duas vezes e teve três filhos. Os três estavam ao lado de Mandela quando ele anunciou a causa da morte de Makgatho

posted by LUIS AUGUSTO SIMON 4:26 PM

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Sábado, Janeiro 01, 2005

MALA2004
Eu, que sou um mala, apresento abaixo a minha lista dos Malas-2004.
1) FERNANDO HENRIQUE CARDOSO - Resolveu sair da toca e criticar o governo Lula. A cada entrevista, era desmentido por novos indicadores econômicos que o desmentiam. O home que não votou em Serra - estava na Europa - sonha em voltar ao Planalto. O que me dá direito de sonhar com manequim 42.

2) LUIS INÁCIO LULA DA SILVA - Enquanto a ¿dondoca¿ Marta governa para os pobres, o metalúrgico que virou presidente ajuda a classe média com mudanças no Imposto de Renda. Mesmo assim, garantiu o meu voto para o segundo turno da eleição de 2006. No primeiro, vou de Heloísa Helena, também mala, com aquele jeans e roupa branca.

3) GERALDO ALCKMIN - A mais perfeita expressão da palavra medíocre. O que fez de bom em tantos anos de governo. Só fala desse tal rodoanel que nunca termina. Metrô? Nadinha.

4) EDUARDO SUPLICY - Terá sempre o meu voto, mas já encheu com esse estilo avoado-franciscano. Senado não é lugar para cantar Bob Dylan.

5) CLÓVIS ROSSI - Faz análises políticas com a profundidade de um pires. Como todos os da Folha. Eles não analisam a situação política, fazem cobranças. ¿Fulano, quando era oposição, falava isso. E agora, faz aquilo¿. Não passa disso. Ora, eu gostaria de saber é como essa contradição do fulano vai influenciar o Brasil. Como Sicrano pode se aproveitar disso. Como isso me afeta? Nada disso. Eles não analisam. Eles julgam. São os guerreiros do Doutor Frias.

6) COLUNISTAS DO ESTADÃO - São as viúvas de FHC. Fazem análises como filiados - que, por honestidade intelectual, deveriam ser - do PSDB. O pior é o tal de Ipojuca, que foi ministro de Collor. Deveria ser proibido de falar.

7) ZULAIÊ COBRA RIBEIRO - É feia e tucana. Outro dia, disse que a Marta teve voto na periferia porque fez uma campanha milionária. Quer dizer, pobre é burro e influenciável. Tenta ser candidata a alguma coisa importante, mas os tucanos, que são orgulhosos mas não são burros, impedem.

8) PARREIRA - Sou fã de nosso clone de Golias, mas cansei. O Brasil jogou mal demais e não convenceu.

9) OS SANTISTAS - Surgiram como baratas. Uma praga
posted by LUIS AUGUSTO SIMON 3:44 PM

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Segunda-feira, Dezembro 20, 2004

BICO
Eu sei que a vida está difícil e que todo mundo está se virando. Uns fazem frilas, outros montam assessorias de comunicação etc e tal. Só que MARCELO LAGUNA teria de fezer diferente. Com mais classe do que todos. Para complementar (como se precisasse) o polpudo salário que recebe de Roberto Marinho, nosso Laguna foi para Oliúde. Duvida? Assistam a Os Incríveis e me digam se aquele Guri Incrível não é o noso amado companheiro.
posted by LUIS AUGUSTO SIMON 6:32 PM

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Sexta-feira, Dezembro 17, 2004

QUEPENA...
Eu não estou no Orkut. O que não deve interessar a ninguém, apesar de ser um fato inusitado. TODO MUNDO está no Orkut. E, por não estar, fiquei imaginando o que falaria de mim, logo na apresentação. Bolei duas frases, uma de sacanagem e outra verdadeira.
Como somos brasileiros, vamos primeiro à sacanagem: ¿Escrevo como Onetti, canto como Pavarotti, pinto como eu pinto e minto como Maluf.¿ Onetti é um escritor uruguaio pouco conhecido. Nunca o li, mas fica chique citar alguém assim pouco conhecido. As pessoas imaginam que você é um intelectual. Ao contrário de quando você cita Gabriel Garcia Márquez. Aí, você passa no máximo por bem informado. Pavarotti é uma brincadeira. Eu pareço com ele não canto como ele. E, por fim o trocadilho infantil.¿
Agora, a seriedade. ¿Muitas vezes, eu me filio à tese de John Lennon que imaginava um mundo sem religião e sem países. Religião, para mim é coisa que nunca houve. Tenho certeza absoluta que o homem criou Deus. E, ao contrário de Jardel, não creio em vice-versa. Nesse caso.
Mas, se fico tentado a viver em um mundo sem fronteiras - sonho anarquista - também tenho um prazer enorme, incalculável de ser fruto do mesmo país que tem Oscar Niemeyer, Paulinho da Viola e Garrincha.
E o futebol com isso? É outro motivo de orgulho e de paixão. E aí é que mora a tristeza. Porque o homem que mais entende de futebol, o homem que pratica o mais brasileiro dos futebois (sei que não existe essa palavra, o homem que mais entende o jeito brasileiro de jogar futebol é tão chato e tão escroto.
Ah, como seria bom se Vanderlei Luxemburgo fosse retranqueiro e mandasse dar porrada... Seria muito mais fácil ter raiva dele. Mas, nada é perfeito. Vamos torcer contra o Santos do mesmo jeito....
posted by LUIS AUGUSTO SIMON 6:25 PM

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Quinta-feira, Novembro 18, 2004

MÃEDINAH
Daqui a duas rodadas, o Brasileirão estará assim:
1) fURACÃO, 82
2) PORCO E SANTOS 80
3) são Paulo - 78
4) Jason 77
posted by LUIS AUGUSTO SIMON 8:11 PM

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IUGOSLÁVIA
Tenho saudades da Iugoslávia. Do general Josip Broz Tito, que conseguiu manter durante tanto tempo a unidade das repúblicas dos Balcãs. Eram tempos em que não havia uma única verdade no Mundo. Um bloco se opunha ao Tio Sam e a Iugoslávia era parte importante dele.
Não havia Croácia, Bósnia, Eslovênia e Sérvia. Petrovic, Delibazic e Divac eram de um time só. E havia mais vagas para o basquete nas Olimpíadas. E tenho saudades de Dzajc, grande ponta-esquerda.
A Iugoslávia é só uma saudade. É preciso me adaptar à nova (nem tanto) geo-política mundial. O mesmo tem acontecido com o futebol. É preciso estar atento e aberto às mudanças. Pelo menos isso, já que me assumo como um dinossauro político a vagar por aí.
O jornalista que ganha a vida escrevendo sobre futebol precisa entender que não há mais o eixo Rio-São Paulo. Ele, que começou a deixar de ser a única referência de bom futebol no Brasil, com a ascensão do Cruzeiro em 1966 e depois com Atlético em 71 e Internacional em 76, hoje é tão velho como a Iugoslávia.
Os cinco grandes do Rio viraram quatro e dois deles podem ir para a segunda divisão, de onde um deles voltou no ano passado. Em São Paulo, já não há mais Portuguesa. O Guarani não se firmou. A Ponte não cai de teimosa. A novidade é o São Caetano, time chato, mantido por dinheiro público.
Há uma nova ordem no futebol brasileiro. O Furacão pode se tornar campeão brasileiro pela segunda vez em quatro anos. Mesmo se não o conseguir, já é um time grande. Tem campo, tem torcida, tem camisa, tem resultados. Tem até treta com o Ivens Mendes a manchar seu currículo. Quer maior prova de que já é um grande?
Bom seria se o futebol se expandisse de forma competitiva por todo o Brasil. o Ba-Vi na primeira divisão. Um time forte no interior do Paraná, como o Juventude já o é. Que o Grêmio volte logo. Bem, tudo é ilusão. Nada mais natural que os times competitivos estejam em estados ricos. Um país com tantas diferenças não poderia ter um futebol homogêneo.
De qualquer forma, o importante é abrir os olhos. E ver que há muita Iugoslávia pronta a explodir no futebol brasileiro.
posted by LUIS AUGUSTO SIMON 8:09 PM

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Sexta-feira, Outubro 22, 2004

DESABALADA CARREIRA
Alguém aí se lembra da desabalada carreira? A velha expressão usada para explicar a velocidade com que um ladrão tentou fugir da policia, foi um dos clichês mais usados pelo jornalismo de tempos passados. Junto com decúbito dorsal, decúbito ventral (para explicar a posição em que um cadáver foi alcançado) e sacramentou a vitória, para aquele gol que coloca números finais ao placar, outro chavão.
A desabalada carreira chegou ao meu cérebro no mesmo instante em que me peguei pensando onde estaria Tião Cesário. Tião, mais que um artista que pulava por várias formas de expressão artística, era um mito naquela Aguaí dos anos 70 aos 90. Toda cidade pequena tem um gênio que canta em prosa e verso. Cesário era o nosso. Um multimídia.
As ruas enfeitadas para o Corpus Christi? Era com ele mesmo, usando tampinhas de garrafa, serragem e pó de café. O Cristo era perfeito. Programa de alto-falante na praça - aqueles do tipo alguém oferece essa música a alguém com prova de alguma coisa - era com ele mesmo. E os matinês, no Cine São José? Hora de trocar gibis, figurinha e ouvir Cesário e seus Rockets, com Uília (só os metidos falavam William), Sidnerges (um dia se cansou do nome e trocou para Sideraldo e isso é pura verdade) e outros que a memória esqueceu.
Tocava jovem guarda, é lógico. E, a cada domingo, dizia que as negociações com a Continental estavam próximas para o lançamento do primeiro compacto simples. Nunca houve, mas o que importa? Azar da Continental.
Cesário era Elvis puro. Jaqueta de couro, costeleta e um inglês que dava para arranhar. Era a segunda parte do repertório. Nos domingos de futebol, Cesário era o DJ. E a trilha sonora ia de Elton John e principalmente Obladiobladá dos Beatles. Furava o disco.
A ligação de nosso herói com o futebol poderia limitar-se ao bom gosto musical com que transformava o intevalo em uma festa, em que a molecada cantava e abusvada do sorvete minissaia - metade groselha e metade laranja - da sorveteria do Sanim. Mas, não, ele queria mais.
E assumiu, não se sabe se por influência do mano Pedrinho Pintado, ótimo meia-direita, assumiu o gol do Flamenguinho. Em Aguaí, sempre houve times assim: Cruzeirinho, Flamenguinho, CBD e outros. O grande clássico, durante certo tempo foi River Plate x Boca Júniors. Antes, bem antes, era entre Associação e Botafogo.
Cesário tinha atitude. Não podia ser um goleiro normal. Chegou todo de preto, impecável, mas com algo diferente no cabelo. Era o cabelo Elvis. Um topete enorme, todo empinado, duro como nunca, à custa de muito gel.
Aí está o problema. Não era gel, que não existia, ou pelo menos não era conhecido por aquelas bandas. Também não era brilhantina ou glostora. O dinhiero estava curto e Cesário recorreu ao velho sabão de coco para se montar.
E lá estava no gol. Uma defesa aqui, outra ali, não comprometia. O ataque adversário não o assustava. Ficou preocupado mesmo foi quando ouviu o primeiro trovão. Que encobriu o apito de João Neguinho, irmão de Romeu do Taviano, juiz naquele dia. Falta contra o Flamenguinho. Briga, empurra-empura, xingamentos, o juiz ameaçado e mais trovões.
Cesário começa a arrumar a barreira e sente o primeiro pingo de chuva. O primeiro de muitos, porque ela veio com tudo. Tião passa a mão no rosto e sente algo ardendo. Coça o olho e a dor era maior ainda. Não havia mais topete. O sabão de coco estava todo no rosto de Cesário. O que era Elvia havia se transformado em pura espuma.
E, em desabalada carreira, como criminoso pego com a boca no botija, deixa tudo, o gol, a atitude e a possibilidade de ser bom também no futebol para chegar, esbaforido,ao banco de reservas, onde se recolheu, chorando, teatralmente. Substituição no Flamenguinho. Cesário deixa o futebol para sempre.
Essa é a primeira história do Tião. A segunda fala de carnaval. Depois eu conto.
posted by LUIS AUGUSTO SIMON 4:01 PM

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Terça-feira, Outubro 19, 2004

AFUNDOU
Assisti ontem ao pior filme do ano. do século.
Chama-se o Ancora. Fujam.
tem um monte de ator bom - Tim Robbins, Luke Wilson, Paul Rudd e Cristina Applegate - reunidos para acabar com meu fim de noite. ô bosta.
posted by LUIS AUGUSTO SIMON 4:39 PM

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OMOJÁVENCEU
Recebi essse email da fotógrafa Monica Zarattini
Epessoal, estou repassando o artigo do Filósofo e professor da USP Emir Sader publicado na Revista Carta Maior.
RLeiam , é ótimo. Mônica


OMO PARA PREFEITO/


¿OMO lava mais branco. OMO lava mais branco. OMO lava mais branco.¿ ¿Quem lava mais branco?¿ Quando a resposta é avassaladora a favor de OMO, o resultado não expressa a opinião do consumidor, mas a efetividade da campanha de publicidade. É isso que mede a pesquisa, que instala um jogo de bumerangue entre os produtores do ¿consenso fabricado¿ ¿ na expressão de Chomsky ¿ e as vítimas passivas, que reagem como cachorrinhos da experiência de Pavlov diante dos estímulos a que os submetem. (Veja-se os eloqüentes relatórios da Mídias Watch, significativamente desconhecidos pelos jornais que exercem alegremente o monopólio privado da mídia.)

A campanha eleitoral para prefeito de São Paulo reproduz um mecanismo similar. Um candidato é promovido como o melhor pelos dois maiores jornais paulistas - valendo-se de um monopólio privado da mídia similar ao da Venezuela ¿ e sua adversária é desqualificada sistematicamente. As pesquisas testam a efetividade da campanha, que devolve aos produtores monopólicos da opinião pública o resultado satisfatório de sua imposição totalitária.

Não importa se o candidato é um aventureiro, que já foi candidato a tudo, que abandonou os cargos que ocupou em busca de mais poder ¿ a começar por sua carreira de líder estudantil, que culminou com sua eleição para a presidência da UNE, onde decretou greve geral no golpe e abandonou o país em seguida, para só retornar quando os riscos maiores da resistência tinham acabado. Não importa se deixou seus mandatos no legislativo para exercer cargos de poder no executivo quando foi eleito ¿ lembram-se quem exerceu o mandato de senador que ele conquistou, para ressaltar os riscos de se ter um prefeito eleito como vice, sob enormes suspeitas de corrupção?

Não importa se São Paulo nunca teve um conjunto de políticas sociais tão distribuidoras de renda, o que interessa é atacar o aumento dos impostos que tornou possível essas políticas ¿ sistematicamente desconhecidas pelos dois jornais -, acirrando a consciência egoísta da classe média, que assim não lutará por uma ordem social mais justa, mas aceitará a política truculenta de segurança pública do governo do Estado, que ameaça estender suas garras sobre a prefeitura.

Não importam as incongruências de dizer que vai diminuir os impostos, mas vai manter as políticas sociais, financiadas por esses impostos. Mente quando diz que vai baixar os impostos. Ou mente quando diz que vai manter as políticas ¿ agora já confessa que vai parar com os CEUS. Ou mente as duas vezes, porque nem vai baixar os impostos, nem vai manter as políticas sociais.

O que interessa é a promoção do candidato favorito da Avenida Paulista, dos bancos, dos sentimentos conservadores da classe média e da burguesia paulistana ¿ que deixaram de ser malufistas para ser tucanos.

E se algo não funcionar, ai estão as vastas páginas desses jornais, onde não há uma única voz dissonante, entre cobertura e colunistas. Parece que não existe mais direita, Jorge Bornhausen, Chalita, Alckmin, tucanos, FHC, capital especulativo, sistema bancário. Existe apenas o antipetismo, que amalgama diferentes vozes em único coro: derrotar o PT, onde quer que seja ¿ em Porto Alegre ou em Campinas, em São Paulo ou em Belém.

A imprensa privada paulista revela assim como tão pouco se democratizou no Brasil com o fim da ditadura. Como continuam nas mãos de algumas famílias a propriedade das grandes empresas de comunicação, que tentam fazer passar suas opiniões e interesses como os da ¿liberdade e da democracia¿, gritando em uníssono quando o governo tenta regulamentar minimamente atividades que recebem subvenções, isenções e perdões de dívidas dos impostos pagos pela mesma população vitimizada pelas ações monopólicos desses órgãos.

Se OMO ganhar, será uma vitória da ditadura monopólica da mídia privada, que terá do que se regozijar. Mas, se como na Venezuela, o povo votar contra essa imposição, esse consenso fabricado, terão ganho a democracia, a distribuição de renda e a possibilidade de participação popular e terá sido derrotado o Brasil que concentra renda, exclui direitos e condena ao massacre os jovens e crianças pobres das periferias.






posted by LUIS AUGUSTO SIMON 4:37 PM

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Sábado, Outubro 16, 2004

MACHOMAN
Hoje, não canso de me lembrar do grande Rubão. O dia inteiro e não sabia o motivo. Havia alguma coisa no ar. Só percebi agora. Tem Village People na cidade. Vocês se lembram como era mimoso o nosso roliço lem da costa dançando macho man e ymca? Aqui, uma homenagem ao desbravador da terra de sarney.

Young man, there's a place you can go
I said, young man, when you're short on yiur dough
....
Its fun to stay at the YMCA
posted by LUIS AUGUSTO SIMON 12:10 AM

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